Seja um RH Estratégico, com ou sem Budget!

Recentemente li um texto em que a Professora Sheyla Angelotti dizia que o RH de hoje evoluiu e se tornou um “business partner” da organização, ganhando uma posição estratégica. Concordo plenamente com a sua afirmação e, acredito que ela estende para todos, independentemente do tamanho da sua empresa. Além disso, atuar estrategicamente em um RH começa por um fator chave, que se trata da VISÃO DO NEGÓCIO.

Lembro-me que, quando ingressei na área de RH minha visão de negócio era limitada e, apesar de uma boa criatividade e muita motivação, minhas ações eram eficientes, mas não chegavam a ser eficazes. Com o passar do tempo, as energias foram diminuindo e tive a sensação de estar no lugar errado. Para a minha sorte, a empresa estava crescendo e com ela surgiram alguns “salvas vidas”, sendo que um deles foi extremamente marcante para que eu realmente entendesse o significado da palavra Visão de Negócio, foi a área de Controladoria, com ela passei a observar os números e aprendi quantificar o intangível e minhas decisões ganharam um peso mais racional sem perder a visão humana que deve existir em um RH.
Antes de adquirir essa visão, cheguei a ouvir frases como: “não somos uma instituição de caridade”, “se não presta manda embora, é simples”, “não vou perder tempo com treinamento para funcionário ir embora” e etc… Até apelido de “Madre Teresa” eu ganhei, porém resiliência é uma capacidade inerente aos profissionais de RH, portanto com novos argumentos e um outro olhar para organização, foi possível implantar projetos que tinham sido negados por mais de três vezes, construímos belos programas de T&D para apoiar o ciclo de implantação da ISO e mais tarde até bolsas de estudos a empresa passou a proporcionar aos funcionários.

Fiz questão de contar brevemente essa experiência, para evidenciar que ser estratégico significa construir valor para organização, olhando para as necessidades de seus empresários e dos seus colaboradores, buscando os pontos em comum e adotando decisões que equilibrem este cenário. E, além disso, também é importante entender que um projeto negado não significa que ele seja ruim, mas talvez não seja o momento financeiro ou emocional da organização. Como “terapeutas organizacionais” devemos ter sensibilidade para perceber os paradigmas que estão instaurados e aos poucos encontrar caminhos que possam ressignificá-los. E, claro, precisamos ser humildes para não se apegar apenas na semântica das absurdas frases que ouvimos e admitir que elas podem ter o seu fundo de verdade, portanto, também precisamos mudar para nos adaptarmos.

E, como nosso blog faz questão de propor dicas de melhoria aos leitores, buscamos a visão do grande autor Chiavenato sobre os processos estratégicos que todo RH deve se atentar:

Processos do RH Estratégico

1. Recrutamento e seleção

Lembre-se, seja minucioso na seleção, o comportamental do candidato precisa ter aderência com a organização e especialmente com seu gestor direto.

2. Integração de colaboradores

É obrigatória, mesmo que seja 1 hora. O profissional precisa entender as diretrizes primárias da organização e as responsabilidades do seu cargo. Além disso, ainda na experiência, ele deve receber feedback do seu desenvolvimento.

3. Orientação, modelagem de cargos, avaliação de desempenho

Ninguém dirige no escuro sem uma luz! Sendo assim, é importante orientar o profissional sobre quais são as expectativas e direção da organização, além de mostrar como ele está atendendo e no que precisa melhorar. Até hoje, lembro com carinho da velha amiga “controladoria”, que me orientou perfeitamente.

4. Remuneração, programas de incentivos e benefícios

Reconhecimento é a palavra chave de qualquer relação saudável. E, não se enganem, também existem formas de aplicá-la, quando a empresa ainda não tem lucratividade para investir nesta finalidade.

5. Desenvolvimento e treinamento

A empresa precisa fazer com que todos os seus colaboradores sejam “doutores” no seu negócio. Não é possível representar bem, aquilo que desconhecemos. As universidades corporativas são excelentes caminhos.
E, se atentem, existem muitos profissionais e boas empresas que são financeiramente acessíveis e alguns até gratuitos.

6. Relações trabalhistas, higiene, segurança e qualidade de vida no trabalho

Prestem muita atenção nisso, pois são necessidades básicas, e como MASLOW nos explicou, se elas não são atendidas, dificilmente haverá evolução no restante da pirâmide.

7. Banco de dados e sistemas de informações de RH

Sem informação só há o feeling e numa empresa com várias pessoas, podemos errar drasticamente construindo ações sem nenhum impacto para o nosso público alvo. Portanto, quanto mais souberem sobre os colaboradores da empresa, maior será seu sucesso em acessá-los.

Desejo que esse texto possa ser útil a todos os colegas de profissão, que vocês possam, com pequenas ações, iluminarem as incertezas e ansiedades que pairam no ambiente organizacional.
E, para àqueles que desejarem nosso suporte, oferecemos os serviços de Consultoria de RH, saiba mais agendando uma reunião conosco! 😉

Recommended Posts

Leave a Comment