Trabalho: Realização ou Fuga?

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Desde criança somos apresentados ao trabalho, brincamos sobre ser um profissional e até que um dia chega o momento do lúdico se tornar realidade.
A ingressão no mercado de trabalho é o início de um ciclo, rumo à idade adulta e todas as responsabilidades que vem com ela. Logo, conhecemos novas métricas que não faziam parte das nossas brincadeiras, nos deparamos com: novos conhecimentos, hierarquias, remuneração e outros tipos de relacionamento interpessoal. Os anos vão passando, vamos nos adequando a esse ambiente, até que um belo dia, notamos que àquela pergunta: – O que você quer ser quando crescer?”, já faz parte de nossas vidas e realmente construímos a crença de que “somos o nosso trabalho” e isso é algo extremamente perigoso, não porque trabalhar seja ruim, mas porque muitas pessoas atuam em profissões com as quais não se identificam. O impacto de vivermos uma profissão distante do nosso verdadeiro “Eu”, é uma grande carga de estresse e movimentos de desprazer que pode fazer com que nosso equilíbrio fisiológico/psicológico seja levado além da nossa capacidade de suportar. Quando isso acontece, ficamos desregulados e entramos em colapso, começando com: dores, quadros virais que se repetem, mau humor frequente e falta de paciência, especialmente com as pessoas mais próximas.

Esse estresse normalmente nos impede de manter o foco, resolver problemas e de expressar nossas emoções de forma efetiva, fato que leva nosso desempenho a cair e, consequentemente, começar a afundar nosso desenvolvimento de carreira.
Todo este desconforto nasce inconscientemente da ameaça causada ao nosso bem-estar, pois sabemos que não estamos no controle quando vivemos algo que não conseguimos dar vazão à nossa essência. E, então, adotamos o sistema de luta ou fuga.

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Muitos dos meus clientes começam o Coaching de Carreira com as seguintes queixas: ansiedade, insônia, dores de estômago, dificuldade em se lembrar de coisas ou fatos, ataques súbitos de raiva e irritabilidade.
E, com alguns mecanismos de defesa que só pioram e postergam essa situação, são eles:

  • Negação: “Quem, eu estressado? Sou assim, é de família.\”.
  • Deslocamento: trabalhar compulsivamente (workaholic), comer em excesso, beber e se auto medicar, entre outros movimentos que buscam preencher algo.
  • Projeção: atribuir a responsabilidade do seu mal estar aos pares e chefes.
  • Formação reativa: vive sempre pronto para o ataque, usa uma comunicação defensiva.

E assim por diante, qualquer coisa que nos ajude a evitar, reconhecer e lidar com a gritante necessidade de mudança que está na nossa frente.
A notícia boa é que nem tudo está perdido, podemos e devemos permitir o nosso desenvolvimento humano.

 

Lidando com o estresse na vida profissional

Se você acha possível estar vivendo essa realidade, veja abaixo uma lista de pontos que precisam urgentemente serem trabalhados:

  • Examine como tem administrado seu tempo, que tipo de informação está absorvendo: positiva, negativa, fútil ou agregadora?
  • Pergunte o que é mais importante em sua vida hoje e veja como tem vivido isso: com foco, dedicação e prazer?
  • Existem situações que sente falta de realizações ou sub utilizado, isso ocorre com frequência, quais são suas ações para mudar?
  • Você tem conseguido equilibrar a vida pessoal com a profissional?
  • Em você, existe a crença que o trabalho que realiza define quem você é, portanto, se não houver sucesso (senso comum), você se considera um fracassado?

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Lembre-se, é muito mais difícil lidar com as emoções quando vivemos com uma carga excessiva de estresse. Podemos mudar nossos sentimentos, mudando primeiramente nosso comportamento ou mudando nossa forma de pensar. E, pensando em você, leitor do nosso blog, peguei algumas dicas do livro Coaching de Carreira, do meu mestre José Roberto Marques.

  1. Aprenda a planejar: a desorganização pode gerar estresse. Com frequência, ter demasiados projetos acontecendo ao mesmo tempo leva à confusão, ao esquecimento e à sensação de ter projetos inacabados suspensos sobre a sua cabeça. Quando for possível, assuma um projeto de cada vez e trabalhe nele até terminar.
  2. Reconheça e aceite os limites: a maioria de nós estabelece metas excessivas e perfeccionistas para si mesmo. Mas na realidade nunca conseguimos ser perfeitos e assim, frequentemente, ficamos com uma sensação de fracasso e inadequação, não importando quão bom tenha sido o nosso desempenho. Estabeleça para si mesmo metas que sejam alcançáveis.
  3. Aprenda a brincar: ocasionalmente você precisa fugir das pressões da vida e se divertir. Encontre passatempos que absorvam sua atenção e dos quais você goste, independentemente do seu nível de habilidade.
  4. Foque no positivo: evite criticar os outros, aprenda a elogiar as coisas que você gosta, coloque o foco nas qualidades positivas que as pessoas a sua volta tem. Certifique-se de dar o crédito a si mesmo e valorizar suas boas qualidades também.
  5. Aprenda a tolerar e a perdoar: ser intolerante com os outros leva à frustração e à raiva. Procurar, realmente, entender como as outras pessoas se sentem pode fazer com que você aceite mais como elas são. Aceite e perdoe a si mesmo também.
  6. Evite competições desnecessárias: há inúmeras situações competitivas na vida que não podemos evitar. Ficar muito preocupado em vencer em demasiadas áreas da vida pode criar tensão e ansiedade excessiva e faz com que fiquemos desnecessariamente agressivos.
  7. Faça exercícios físicos regularmente: consulte seu médico antes de iniciar qualquer programa de exercícios. Você terá mais chance de dar continuidade a um programa de exercícios se escolher algum do qual realmente goste ao invés de um que lhe dê a sensação de ser apenas mais uma obrigação ou chateação.
  8. Aprenda a forma sistemática de relaxar que não recorra à medicamentos: Meditação, yoga ou qualquer uma das várias técnicas de relaxamento podem ser aprendidas com diversos professores e psicoterapeutas habilitados.
  9. Fale sobre seus problemas: encontre um amigo, um membro da igreja, um professor, um conselheiro ou até mesmo um terapeuta, com quem você possa se abrir. Expressar suas maiores ansiedades para um ouvido solidário pode ajudar incrivelmente.
  10. Mude sua maneira de pensar: como nós nos sentimos emocionalmente depende com frequência da nossa perspectiva ou filosofia de vida, mas mudar nossas crenças é um processo desafiador. Há pouca sabedoria prática no mundo moderno que nos guie através de nossas vidas, ninguém tem todas as respostas, mas algumas respostas estão disponíveis. Converse com mentores, professores e conselheiros.

Sendo assim, responda com seu coração se hoje o seu trabalho é uma realização ou uma fuga do seu verdadeiro “Eu”. E, se a resposta for a segunda, comece ainda agora mesmo a mudar isso.

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